Como apareceu o grito "É JACARÉ ..."
A história do “jacaré”
nasceu numa récita da época do “Nini” (Director Tamagnini Barbosa) por causa de uma alegoria a África. No
acto alguém perguntava: “é jacaré ?”.
Mas não foi aí que a salvação/grito se
completou com a “jacarezada”. Só depois de 1948, talvez 1949 ou 50 se começou a
ouvir tal grito, que agora existe no internato.
Sei que há quem venha
atribuindo tal grito ao famoso e já muito badalado e estafado resultado de um
jogo de futebol entre o Pilão e o CM no ano lectivo 1947-48. Tudo isto, dizem,
com base e rima nas alcunhas do guarda-redes e de um ponta de lança (avançado-centro)
da equipa do Pilão obreira do volumoso resultado. Tal não é verdade. Nesse jogo,
dos 7-0, o guarda-redes era o 19410277, Lourenço Caseiro e não o 19420391,
Medina Carreira que tinha a alcunha de “jacaré”. Quanto ao “perdigão”, terá
sido a alcunha do 19410110, Nicolau Matias que se saiba nunca foi ponta de
lança ou avançado-centro, como já se escreveu, mas sim defesa da mencionada
equipa de futebol, nos Campeonatos organizados pela Mocidade Portuguesa, entre
todas as escolas, obrigatoriamente, suas filiadas.
Ora tendo o
Nicolau Matias por alcunha “o perdigão” e o Medina “o jacaré” e havendo possivelmente
alguém com memória da récita do “Nini” onde se versejava o jacaré, alguém se lembrou do complemento (perdigão) para a rima na quadrilha:
É
jacaré?, não é,
É
perdigão?, também não.
Então
o que é?
- IPE,
IPE, IPE.
No ano em que
o Medina foi guarda-redes da equipa de futebol (1948-49), salvo erro perdemos
1-0 com o Colégio Militar.
Terá sido nesta
equipa que a “jacarezada” começou a ser gritada?. [19410291 Pires Mendes]
Pupilos Memorial


Nenhum comentário:
Postar um comentário